O LÚDICO NA APRENDIZAGEM
O termo Ludus propõe o anseio do homem de transpor seus obstáculos que mudam constantemente que se renovam perpetuamente. Para conseguir realizar seus desejos o homem cria formas e se estrutura encontrar a satisfação, o relaxamento e o alegria de usar o seu saber, sua inteligência e as habilidades que possui, de uma maneira informal, sem consequências para a sua vida real, o que não tira a seriedade com que estas atividades são realizadas principalmente para a criança que quando joga se mantém concentrada na atividade.
A educação lúdica é uma ação inerente à criança e aparece sempre como uma forma transacional em direção a algum conhecimento, que se redefine na elaboração constante do pensamento individual em permutação constante com o pensamento coletivo (ALMEIDA, 1995, p. 11 apud DALLABONA e MENDES, 2004, p. 2)
O Ludicidade é parte do desenvolvimento da criança, pois o jogo está presente em suas atividades diária, para Kichimoto (1994) a característica do jogo infantil se marca através dos signos do prazer ou da alegria, entre os quais se encontra o sorriso, se o jogo está agradável e a torna feliz a criança se expressa através de um sorriso. Esse processo traz inúmeros efeitos positivos aos aspectos corporal, moral e social da criança; (KISHIMOTO, 1994, p. 115)
O jogo desenvolve diversas áreas tais como, físico, social, posicionamento ético, afetivo, aquisição de conhecimento e intelectual. O último são os jogos que podem provocar o desenvolvimento intelectual de forma direta: usando-se jogos cujo objetivo requeiram inteligência e raciocínio e de forma indireta: na utilização de raciocínio para a conquista de um objetivo, uma atividade importante para o período da infância.
Essa relação de aproximação dos jogos com a infância faz com que ele como fato social fundamental para o desenvolvimento da criança, torne um instrumento didático pedagógico no processo de ensino aprendizagem dos alunos, primordialmente na educação infantil onde segundo Piaget apud Ribeiro (2005) compreender a função dos jogos na infância, encontra-se um meio poderoso e eficaz para a aprendizagem, pois entende-se que, quando a criança joga tem a oportunidade de desenvolver a percepções, as inteligências, as tendências à experimentação e os comportamentos sociais.
Como entendido até aqui o jogo é um importante instrumento no processo em que se inicia a escolarização e se mantém por muito tempo presente no cotidiano escolar a trajetória histórica dos jogos ajuda a compreender seu representatividade significativa que perpassa o conteúdos trabalhados na escola.
Como foi relatado por Ferrari (2016) a partir da criação do jardim de infância por Froebel que o jogo ganhou espaço no currículo da educação infantil, onde pela primeira vez a criança utiliza dos jogos no espaço escolar para aprender e desenvolver habilidades e conceitos. Froebel considera os jogos e as brincadeiras como os primeiros recursos para desenvolver a aprendizagem.
Ao analisar a história ela nos mostra que os jogos e as brincadeiras sempre desenvolveram um papel de fundamental relevância na aprendizagem fazendo que a criança desenvolva habilidades. Segundo Elkonin (1998), o jogo deve se apresentar como uma atividade que responde à uma demanda da sociedade em que vivem as crianças e da qual devem chegar a ser membros ativos
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